A idéia de criar um jardim sensorial residencial, com condições bastante peculiares, surgiu exatamente para amenizar toda essa dificuldade, além de proporcionar para esta pequena parcela da sociedade, o contato com a natureza em suas próprias residências. O projeto do jardim pode ser adaptado para varandas e até mesmo para o interior das casas.
Esse jardim deverá ser suspenso a uma altura pré-determinada, considerando passagem tanto para cadeirantes quanto deficientes visuais e idosos.
Jardim com diferentes formas e texturas em jardineira suspensa. E finalmente, os jardins sensoriais olfativos – comumente conhecidos como jardins aromáticos e/ou de ervas – de influência medieval também podem ser utilizados. Nestes jardins é possível sentir o agradável aroma das ervas e temperos caseiros, além de servirem no preparo de receitas culinárias e temperos em geral. As espécies mais utilizadas são o alecrim, hortelã, manjericão, salsinha, cebolinha, gengibre, coentro, além de ervas que servem para ungüentos e chás, como camomila, erva doce, erva-cidreira, dentre outras.
Alecrim
Hortelã
Manjericão
Segundo especialistas, as ervas aromáticas possuem efeitos terapêuticos, os aromas entram através das células sensíveis que cobrem as passagens nasais, chegando direto ao cérebro e afetando as emoções, atuando no sistema límbico que também controla as principais funções do corpo. Este recurso garante o livre acesso a todos que queiram tocar ou cuidar das espécies com facilidade.
O jardim sensorial possui grande influência oriental, ou seja é por meio dos quatro sentidos do corpo humano que este se manifesta. O tato através das texturas das plantas, a audição com os repuxos d’água, a visão observada através das cores exuberantes e, finalmente o olfato com os aromas das plantas.
As espécies possuem diferentes texturas e através delas é possível garantir um resultado satisfatório, através do tato. Um bom exemplo disso é o caso das suculentas.
texto: Beatriz Chimentti - Arquiteta e Profª de Paisagismo e Pedro Gomes da Cruz (Paisagismo) - Edição: Fátima Senra - Arquiteta da Casa e Cia.arq
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